Quando é que decidimos separar a mente do resto do corpo? Quando foi o sentimento desprezado pelo pensamento? Porque é que deixámos de sentir?
Sentir, não importa muito o quê. Sentir as coisas e o momento. Sentir as gotas de chuva na cara e o vento frio no peito. Quem é que disse que apanhar com uns chuviscos era uma chatice? Porque depois fica-se molhado e o cabelo fica esquisito e tem que se limpar a chuva da cara para se poder ver melhor... É sempre tudo racionalizado, porquê?
E porque é que parecemos estátuas rígidas sem saber muito bem onde nos colocar e onde deixar as mãos e o que fazer com os pés? E depois encurvamos as costas e cruzamos os braços ou então pega-se numa bebida, o que tem logo duas vantagens, relaxa e também resolve o problema de como colocar o corpo.
A consciência sempre em acção! Mas há dois tipos de consciência, a útil e a estúpida. A útil e sábia é aquela que muitas pessoas não têm. A estúpida e insegura é aquela com que frequentemente esbarramos quando tentamos chegar ao outro. Aquela que se importa com os outros e não com o próprio. A que cria muros. A que teima em não se desligar e deixar a mente e o corpo serem um só, em harmonia e em saúde.
Não entendo porque é que as pessoas não dançam quando vão a andar na rua, disse ela. A dança é o pensamento do corpo.
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