25.6.09
5.6.09
Quando é que decidimos separar a mente do resto do corpo? Quando foi o sentimento desprezado pelo pensamento? Porque é que deixámos de sentir?
Sentir, não importa muito o quê. Sentir as coisas e o momento. Sentir as gotas de chuva na cara e o vento frio no peito. Quem é que disse que apanhar com uns chuviscos era uma chatice? Porque depois fica-se molhado e o cabelo fica esquisito e tem que se limpar a chuva da cara para se poder ver melhor... É sempre tudo racionalizado, porquê?
E porque é que parecemos estátuas rígidas sem saber muito bem onde nos colocar e onde deixar as mãos e o que fazer com os pés? E depois encurvamos as costas e cruzamos os braços ou então pega-se numa bebida, o que tem logo duas vantagens, relaxa e também resolve o problema de como colocar o corpo.
A consciência sempre em acção! Mas há dois tipos de consciência, a útil e a estúpida. A útil e sábia é aquela que muitas pessoas não têm. A estúpida e insegura é aquela com que frequentemente esbarramos quando tentamos chegar ao outro. Aquela que se importa com os outros e não com o próprio. A que cria muros. A que teima em não se desligar e deixar a mente e o corpo serem um só, em harmonia e em saúde.
Não entendo porque é que as pessoas não dançam quando vão a andar na rua, disse ela. A dança é o pensamento do corpo.
Sentir, não importa muito o quê. Sentir as coisas e o momento. Sentir as gotas de chuva na cara e o vento frio no peito. Quem é que disse que apanhar com uns chuviscos era uma chatice? Porque depois fica-se molhado e o cabelo fica esquisito e tem que se limpar a chuva da cara para se poder ver melhor... É sempre tudo racionalizado, porquê?
E porque é que parecemos estátuas rígidas sem saber muito bem onde nos colocar e onde deixar as mãos e o que fazer com os pés? E depois encurvamos as costas e cruzamos os braços ou então pega-se numa bebida, o que tem logo duas vantagens, relaxa e também resolve o problema de como colocar o corpo.
A consciência sempre em acção! Mas há dois tipos de consciência, a útil e a estúpida. A útil e sábia é aquela que muitas pessoas não têm. A estúpida e insegura é aquela com que frequentemente esbarramos quando tentamos chegar ao outro. Aquela que se importa com os outros e não com o próprio. A que cria muros. A que teima em não se desligar e deixar a mente e o corpo serem um só, em harmonia e em saúde.
Não entendo porque é que as pessoas não dançam quando vão a andar na rua, disse ela. A dança é o pensamento do corpo.
27.5.09
20.5.09
Cenas da vida conjugal - edição Star Treck
#$%&$* (verdadeiro nome de H) e $#*& (verdadeiro nome de Xy) têm respeitáveis trabalhos e, como tal, preferem manter o anonimato. H quer reservar o direito de dizer o que lhe apetecer, sem se preocupar com as (eventuais) consequências. No entanto, a conversa que se segue é demasiado estúpida e, por isso, H e Xy optaram pelo duplo anonimato. Não se saberá o que diz H nem o que diz Xy. Só se sabe que um deles será Kirk e o outro será Spock. Ou Spock e Kirk.
Kirk: Spock, cheiras a chulé.
Spock: É dos ténis.
Kirk: Tens que os pôr a arejar.
Spock: Ok.
(silêncio)
Spock: Mas já estão sujos! Tenho que os deitar fora.
Kirk: Podes lavá-los.
(silêncio)
Kirk: Cheiras a chulé, já te disse.
Spock: Sabes que não gosto de lavar os pés. Mas está bem, vou lavar.
(Kirk espera que Spock faça algum movimento, que se levante do sofá e se dirija para a casa-de-banho. Spock permanece imóvel.)
Kirk: Então?
Spock: Já vou.
Kirk: Quando?
Spock: Antes de me deitar.
Kirk: Então tenho que aguentar com o cheiro dos teus pés até te ires deitar? Só aí é que os lavas? Qual é a lógica?
Spock: Não sei. Não tem muita lógica. Mas sabes que não suporto lavar os pés.

Kirk: Spock, cheiras a chulé.
Spock: É dos ténis.
Kirk: Tens que os pôr a arejar.
Spock: Ok.
(silêncio)
Spock: Mas já estão sujos! Tenho que os deitar fora.
Kirk: Podes lavá-los.
(silêncio)
Kirk: Cheiras a chulé, já te disse.
Spock: Sabes que não gosto de lavar os pés. Mas está bem, vou lavar.
(Kirk espera que Spock faça algum movimento, que se levante do sofá e se dirija para a casa-de-banho. Spock permanece imóvel.)
Kirk: Então?
Spock: Já vou.
Kirk: Quando?
Spock: Antes de me deitar.
Kirk: Então tenho que aguentar com o cheiro dos teus pés até te ires deitar? Só aí é que os lavas? Qual é a lógica?
Spock: Não sei. Não tem muita lógica. Mas sabes que não suporto lavar os pés.

14.5.09
Uma pequena apresentação
A ele chamaremos Xy. A ela, H.
Ele deixa sempre os armários da cozinha abertos, ela vira semanalmente as almofadas do sofá. Ele não gosta de queijo e despreza chocolate, ela não entende a atracção dele por bolachas de água e sal. O gelado ideal de Xy é de baunilha e nata, o de H nem por isso (nem ela percebe o gosto dele por paladares sem paladar). Ele demora muito tempo a comer a sopa mas rapidamente devora um gelado, ela é o oposto. Ele dá murros na parede, ela tem ataques de pânico. Ele gosta dos Clash, a ela dão-lhe nervos. Ele não suporta os novos anúncios da Super Bock, ela admite que até gosta. Ele tem uma cova no queixo, ela tem sardas junto aos olhos.
Ele e ela tiraram o mesmo curso. Ele e ela têm a mesma altura. Ele e ela são donos de um cão de peluche que fala e tem sentimentos (olá Chichi). Ele e ela têm problemas na cervical. Ele e ela não gostam que outras pessoas se sentem ao seu lado no cinema. A sanidade mental de Xy e H não é exemplar. Xy e H querem-se divertir. Ela não sabe bem como, ele acredita que a televisão faz parte do caminho.
Ela escreve aqui, ele vai lendo.
Ele deixa sempre os armários da cozinha abertos, ela vira semanalmente as almofadas do sofá. Ele não gosta de queijo e despreza chocolate, ela não entende a atracção dele por bolachas de água e sal. O gelado ideal de Xy é de baunilha e nata, o de H nem por isso (nem ela percebe o gosto dele por paladares sem paladar). Ele demora muito tempo a comer a sopa mas rapidamente devora um gelado, ela é o oposto. Ele dá murros na parede, ela tem ataques de pânico. Ele gosta dos Clash, a ela dão-lhe nervos. Ele não suporta os novos anúncios da Super Bock, ela admite que até gosta. Ele tem uma cova no queixo, ela tem sardas junto aos olhos.
Ele e ela tiraram o mesmo curso. Ele e ela têm a mesma altura. Ele e ela são donos de um cão de peluche que fala e tem sentimentos (olá Chichi). Ele e ela têm problemas na cervical. Ele e ela não gostam que outras pessoas se sentem ao seu lado no cinema. A sanidade mental de Xy e H não é exemplar. Xy e H querem-se divertir. Ela não sabe bem como, ele acredita que a televisão faz parte do caminho.
Ela escreve aqui, ele vai lendo.
13.5.09
Ele usa uma camisa de manga comprida. O colarinho é azul escuro, bem como as riscas, horizontais, mais finas. As riscas mais grossas são cor de rosa bebé e a cor predominante da camisa é verde seco, tipo folha de oliveira. Calças de ganga azuis, iguais às que sempre trouxe desde que as aulas começaram, há mais de 3 meses. Os sapatos são beges e pontiagudos. São tão feios que são espetacularmente fixes. O cabelo é curto e penteado ligeiramente para o lado. Ainda se conseguem ver as marcas do pente ao longo do cabelo ruivo. Não é um ruivo-cenoura nem um ruivo-avermelhado, mas um ruivo-castanho. Usa óculos e tem rugas profundas entre as bochecas e as orelhas, ao longo do comprimento da cara. Nunca percebi se as rugas são da idade ou da considerável perda de peso.
Para a próxima aula: apontar as horas cada vez que olhar para o relógio.
Subscrever:
Comentários (Atom)
